Radar Pepijus
Opinião
MAMÃE FALEI, O TST E O DESEMBARGADOR DE GOIÁS

Enquanto a mentalidade distorcida, herdada dos nossos antepassados, não for desfeita de vez, tenho para mim como duvidosa a eficácia de campanhas como a patrocinada nesta semana pelo TST no sentido de focar todo tipo de discriminação que a mulher ainda sofre na sociedade, com destaque naquele webnário para o setor do trabalho. Assim é a situação do negro, do deficiente e a do idoso, com a peculiaridade que cada caso tem. Transformar gente em coisa, em objeto com valor diferenciado, rebaixado e, talvez, até desprezível. Estes pensamentos com manifestações públicas explícitas e odiosas só irão desaparecer quando a conscientização majoritária for outra, muito embora louváveis os comícios de promoção dos direitos das minorias ou, no caso das mulheres, da maioria tão somente em número frio. Para nós, a solução começaria pelo berço e já no parque infantil, senão, adeus. O já quase ex-deputado bandeirante do Val não se deu bem ao expressar de forma suja, porca(com todo respeito e desculpa prévia aos suínos pequeninos tão belos) tudo aquilo que ele pensa sobre as mulheres lindas aos seus olhos, especialmente quanto estão em situação de vulnerabilidade, de pobreza, de miséria, como as ucranianas em meio aos bombardeios russos. Dá a entender que nos seus neurônios corrompidos ronda a ideia de que, naquelas condições ficariam mais apetitosas e fáceis de serem sexualmente devoradas, célula por célula. Lamentável demais, sob todos os aspectos. E neste embalo, lá pelas bandas de Goiânia a imagem patética de Ferreira Júnior, respeitável magistrado de segunda instância, decerto com mais de 65 anos de Goiás, proferindo seu voto ontem, 09/03, em defesa de colega repreendido por discorrer em sentença que tinha saudade da época em que frequentar a zona, os puteiros, era fato gerador de boa reputação. Ferreira, com a pinta singular de um machão todo poderoso, aproveitou a chance para puxar a orelha da TV Globo que, a seu ver, na grade de programação, vem abusando na exploração de cenas com apologia a toda sorte de viadagem. Sobrou até para o ex-parlamentar Jean Wyllys. Pelo jeito, o douto juiz é mesmo chegado numa novelinha das 6, das 7 e das 9 e meia. Plim plim !
(pepijus.com.br - diga não ao preconceito)