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TST VÊ HUMILHAÇÃO EM EXIGÊNCIA DE METAS PARA VENDEDOR

Era um cidadão comum, como esses que se vê na rua, mas como simples atendente, tinha de fazer das tripas coração para atingir as metas de vendas exigidas por uma empresa de Campina Grande(PB). Do contrário, receberia a pecha depreciativa de "ofensor", além de angariar, a contragosto, um lindo cartão vermelho, simbolizando o seu fracasso no ofício. Não suportou aquela pressão por seis meses e, meio que adoecido dos neurônios, ingressou na Vara do Trabalho pedindo indenização. Neca de pitibiriba. Recorreu, mas o TRT, mesmo reconhecendo ser deplorável aquela modalidade de estabelecimento do ranking de produtividade, disse que era a regra do jogo, extensiva aos demais funcionários. Nadica de nada. Porém, o rapaz não desistiu. No dia 12 de dezembro do ano passado, soou o gongo pela última vez. Santa Luzia, felizmente, clareou os olhos dos ministros. O relator, simplesmente, desceu a lenha na AEC Contatos SA. Só não chamou os sócios-proprietários de santos. Falta de respeito, humilhação, escárnio, vileza, mácula na autoestima e integridade psíquica do caboclo e por aí a fora. Aquilo tudo jamais era prerrogativa de qualquer empregador com um mínimo de bom-senso. Abuso no poder diretivo. Acabou com a raça da companhia. Porém, fixou só em cinco mil contos a reprimenda pela estratégia esdrúxula de alcance de metas comerciais. Fica, por tabela, um alerta às empresas, bancos, seguradoras etc, que se valem de expedientes terríveis, parecidos, para torturar seus empregados em busca do lucro, do vil metal e nada mais.
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